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um eléctrico chamado desejo

um eléctrico chamado desejo

os dias

os dias passam. como passa o eléctrico. há paragens. há a paragem dos dias. há entradas e saídas. os dias passam e queria tanto que fosse segunda-feira.

poema profético

poema profético de besnik mustafad (eu carteirista, confesso, assaltei o poema e adulterei-o. prendam-me!) se, em vez de cristo e de maomé, a bíblia e o corão falassem do destino trágico de mim e de ti, amantes exemplares mortais neste pequeno planeta, sería muito mais difícil negar o conceito divino.

escurinho

entretanto no escurinho do cinema, isto. o olhar. é alma que fala. falamos de ficção, a realidade é diferente. podemos mudar as falas. podemos fazer o nosso guião e ter quem queremos para espectador. é a vida que definimos. escrita por nós.

imprensa

leio o jornal no meu eléctrico. vejo as notícias do mundo. tanta coisa a acontecer e o o mais importante está aqui. neste pequeno retângulo de vida. há notícia mais importante de alguém que quer amar e ser amado? alguém reparou?

da utopia

caminho no eléctrico em andamento. de uma ponta a outra. olho para o espanto daqueles que sentados julgam. pobres miseráveis. não têm a utopia em si. e acham que eu é que sou o louco.

não vêem que o eléctrico tem também um horizonte. também nunca viram galeano que do alto do altar, todos os génios têm um altar, deve estar a tentar fazer um milagre com estas criaturas. explica-lhes meu querido, que a utopia está no horizonte, estejamos onde estejamos. aproximo-me dois passos, ela afasta-se dois passos. caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. então para que serve eu caminhar neste elétrico, devem todos passageiros perguntar? para que serve a utopia? serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.

entretanto o 28 arranca.

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