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um eléctrico chamado desejo

um eléctrico chamado desejo

amor à janela

gosto de janelas altas. janelas de casas com idade avançada. gosto de lhe deitar olhar, às janelas das casas idosas. saber que histórias atrás delas se fizeram nas contas das décadas. só vejo histórias de amor. daquelas janelas só pode ter existido amor belo. faço amor com as janelas e tenho ciúmes daqueles que entre paredes ali fizeram amor. olho à volta. imagino os corpos debruçados nas janelas. ela no parapeito. ele entre as suas pernas. uma janela que se abre ao amor. um amor à janela.

corar

coro a face com os pensamentos que assolam a mente. depravados na essência do que sinto e se mexe. estamos nas metáforas transparentes do que comunicamos. excitantes por sinal. mexo mais sem complexos, embora corando com o que nos afaga. se afaga não apaga. metaforicamente.

pedra

ontem passei pelo calhau. eterno vizinho do mar. vi uma pedra com ferida aberta. recolhia-a na concha do peito para que o coração em ferida não se torne pedra cicatrizada.

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