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um eléctrico chamado desejo

um eléctrico chamado desejo

liberdade

lá fora chove. as pessoas agitam-se desorientadas. a chuva desmagnetiza a bússola que há em nós. olho para dentro do eléctrico, que ao contrário do caos da rua, mantém a harmonia dos deuses. não estou só. nunca estou só. saio do eléctrico atrás da passageira habitual do 28. sigo-a como só um carteirista sabe fazer. vou nas suas pegadas e aprecio o seu andar desarticulado. deixo-me levar no balanço. entre mim e ela só a chuva. as coxas abanam ao som da chuva e vou. na esquina a surpresa. a minha perseguia tira a gabardine e rodopia pela chuva. parece um carrocel de felicidade. a água das poças da calçada saltam vigorosamente. ela molhada de sensualidade. as formas à vista da lua. os seios saltitantes, escorregam entre a chuva e a blusa, que parece desaparecer na ilusão do que vejo. deixo-a e recolho-me na primeira porta que abro. tati, de seu nome, o café. e bebo a ela, e à sua liberdade estampada nos cravos que acompanham o meu vinho. a ti.

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